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Resenha: O livro das Mil e uma Noites - volume 1


10 de jun de 2014

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Livro das Mil e Uma NoitesAutor: Anônimo
Tradutor Mamade Mustafa Jarouche
ISBN: 9788525039682
Edição: 3º
Editora: Biblioteca Azul
Ano: 2006
Páginas: 424

         Um professor de história meu recomendou esse livro no meu terceiro ano e desde então entrou para minha lista, mas só encontrava as edições resumidas e adaptadas, até que encontrei essa edição da Biblioteca Azul, com um preço salgadinho...
         As Mil e uma noites são uma coletânea de contos populares do Oriente Médio e da Ásia, organizados em árabe, em dois ramos, o sírio e o egipício. Não há uma versão definitiva da obra, diferindo nas edições os contos reunidos
         O certo na obra é que o Rei da Persa,Shahriyar, após ser traído pela esposa, decide desposar a cada noite uma mulher, matando-a no dia seguinte. Após 3 anos nesse massacre, Sahrazad, filha do vizir (equivalente a um ministro), pede ao seu pai  que a case com o rei Sahriyar, para conseguir por fim ao massacre das mulheres. Sahrazad, “conhecedora das coisas, inteligente, sábia e cultivada”, para sobreviver, a cada noite conta uma história para a sua irmã mais nova e o Rei, que não a mata para ouvir o resto da história.
         Estruturalmente a premissa da história não é bem montada, porque tem noites em que Sahrazad inicia uma nova história, quebrando a continuidade da história noite pós noite (terminando a história não haveria porquê o rei preservá-la).
         O grande mérito de As mil e uma noites são os contos, que formam um repertório impressionante sobre uma cultura pouco conhecida no ocidente. São histórias fantásticas de terror, piedade, amor, ódio, recheadas de religiosidade
         Falando da formatação da obra: os contos duram mais de uma noite, até a metade do livro são “curtos”, mas depois há uma mudança, com histórias mais longas, com histórias dentro de histórias, virando algo do tipo alguém disse, outro alguém me contou. A introdução da história  e a  finalização das histórias se tornam um pouco repetitivas, quase sempre com a mesma sentença. Algo no estilo de: “E a aurora alcançou Sahrazad que parou de falar. Dinarzad lhe disse: ‘ Como é agradável e espantosa a sua história, maninha, e ela respondeu: “Isso não é nada perto do que irei contar-lhes na próxima noite, se eu viver e o rei me preservar.”
         Ao ler o livro, a cada noite da história, me comportava como o Rei Shariyar, meio que “só vou largar o livro ao saber o final de determinada história”. São contos que encantam e/ou causam um estranhamento de uma cultura (que convenhamos, não tem grande estima pelas mulheres, geralmente elas são mortas, ou castigadas, ou escravizadas, ou amaldiçoadas, ou causadoras de discórdia).
         Sobre a edição da Biblioteca Azul: é de um preço elevado, mas que se paga pela qualidade da edição, capa dura, papel nobre, mas principalmente pela tradução (não que eu fale árabe, mas não se percebe aquelas sentenças sem sentido que alguns livros trazem), revisão, e notas de rodapé. O fato de o livro ser traduzido diretamente do árabe também é importante, pois a cada tradução de uma tradução perde-se um pouco da história e beleza do texto, ainda mais tendo em vista que os contos carregam consigo muita poesia, figurada e literalmente.

Diagramação linda <3

         Leiam As mil e uma noites e se encantem com as histórias e o folclore apresentado. A obra realmente paga o seu valor, mas é sempre válido esperar a queda do preço e promoções. Me encontro no aguardo de promoções para completar a promoção (são 4 volumes nessa edição), até porque vida de estudante não é fácil, ainda mais de Direito.
PS: Palmas para a diagramação da obra, que traz as notas explicativas ao lado e não embaixo (sério, dá uma agonia ler um livro que a metade da página é nota de rodapé, em livro de direito é o que mais tem e segundo Soraya, a Bibliotecária Escandalosa, maioria errada, segundo as normas da ABNT)
PS2: Não ficou bem uma resenha do primeiro volume, mas tem que se levar em consideração a quantidade de contos que a obra possui.


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